quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Com relação ao Paulo Freire, fiz uma rápida pesquisa sobre seu pensamento, sem maiores pretensões, tendo em vista a imensidão de seu legado. Filósofo, educador e pedagogo pernambucano, nascido em Recife em 1921, e morto em São Paulo (1997), Paulo Freire é considerando um dos maiores pensadores da educação, não só no Brasil, como no mundo.

A Presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.612 de 13 de abril de 2012, sendo a qual declara o educador Paulo Freire Patrono da Educação Brasileira: “Art. 1º O educador Paulo Freire é declarado Patrono da Educação Brasileira”. 

Uma das principais contribuições de Paulo Freire foi inserir a política na educação, pois segundo o mesmo é a política, através da sociedade, e não a educação por si, que muda o sistema de educacional. A educação de uma sociedade politizada leva a uma revolução, seja no âmbito da cultura, seja no da política.

Paulo Freire é o idealizador da pedagogia crítica, a qual tenta romper com a clássica forma de ensino de bancada. Segundo Freire, o deve aprender por si, através de uma relação dialética de aprendizado e descobertas, em uma espiral contínua de conhecimento crítico. O aprendizado através da pedagogia crítica contribui para revelar a ideologia esquecida na consciência das pessoas.

Freire defende que alunos e professores devem aprender e ensinar juntos, através de uma relação dialética continua, a qual deve ultrapassar os muros da escola e da sala de aula, da qual deve se engajar a sociedade como um todo.

Acreditamos que Paulo Freire pode ter tido o seu pensamento inspirado nos ensinamentos de Karl Popper, para quem a crítica e as contradições são as forças motrizes principais do desenvolvimento intelectual. Pois sem as contradições e as críticas, haveria uma estagnação das do processo de conhecimento. Sem as contradições e as criticas não haveria razão para modificação das teorias. A dialética é o motor de força da evolução do processo científico de Popper “A única 'força' a impulsionar o desenvolvimento dialético é, por conseguinte, nossa determinação de não aceitar a contradição entre a tese e a antítese. Não há nenhuma força misteriosa nessas duas ideias que se opõem; nenhuma tensão misteriosa entre elas que leve ao desenvolvimento – é exclusivamente nossa decisão de não admitir a contradição que nos faz buscar um outro ponto de vista, o qual nos pode permitir evitá-la. Essa resolução é inteiramente justificada. Pode-se demonstrar facilmente que se aceitássemos as contradições, teríamos que abandonar toda a atividade científica: chegaríamos a uma desarticulação completa da ciência”.

Para Popper, é pré-requisito do progresso intelectual, a provisoriedade de uma determinada teoria, pois há a necessidade de uma constante ratificação e retificação, em uma espiral de desenvolvimento e evolução científica. Esse é o conceito hodierno de método dialético, o qual muito se assemelha ao pensamento de Paulo Freire, na educação.

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